25 de janeiro de 2010

Eu sou assim (?)




Definir-se é uma incompletude. No final das contas, fico entre o que sou e o que digo ser...
Com o passar do tempo assumo outras matizes,mas no fundo, a essência se mantém. Parece contraditório, mas quem sabe se o fato de ser hoje de uma forma e amanhã de outra, não vou construindo pedaços da minha própria essência?

Sou toda sensibilidade, porém capaz de sentir bem mais do que mostrar os meus sentimentos.
Prefiro a verdade, mesmo que dolorida a uma mentira bem contada, pois o resultado da segunda é mais devastador que o da primeira.

Sou capaz de entrar em lugares sem ser percebida. Prefiro ficar nos bastidores e se for reconhecida, que seja pelo que fiz quando ninguém estava olhando.

Gosto de ouvir as pessoas. Cresço e sobrevivo da experiência alheia, garimpando as que me são úteis. Ao mesmo tempo, não deixo passar a oportunidade de crescimento pela minha vivência.

Sou tão romântica, piegas e ridícula quanto uma carta de amor, como diria o grande Fernando Pessoa...

Adoro ler. Se não for assim, como seria eu a mocinha, a princesa, a fada e porque não a vilã? Como iria a Paris, Narnia, Combray ou a rua de Matacavalos tão falada por Machado de Assis? Tantos mundos, eras e portais se abrem quando abrimos um livro. Minha imaginação bate asas e a cada enredo me encontro.As entrelinhas saltam como uma imagem tridimensional e se deixam captar como uma tela de cinema cujas projeções são nada mais nada menos que particulares.

Acima de tudo, amo a Deus, com todas as forças que tenho e ainda assim é insuficiente.O amor que um dia Ele me deu é incondicional e me constrange a buscar uma vida que o agrade a cada dia.A morte e ressureição do Seu Filho foi capaz de dividir a história e é a prova de amor mais linda que alguém poderia dar, eu não mereço. Estava eu morta e a sua morte me trouxe a vida, que paradoxal!

E assim, sendo eu e ao mesmo tempo outros eus, essa definição segue assim, incompleta. Caberia aqui a figura de um espelho e a profundidade da imagem que é refletida, sendo que ao invés de revelar o exterior, mostra o que vem de dentro...

16 de janeiro de 2010

New Year = Bucket List


Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo. (Eclesiastes 1: 4 e 5)




Iniciamos um novo ano. É interessante como a entrada de cada novo ano mexe com as pessoas de maneira tal que a época ganha tons de magia; é como se um portal fosse aberto a cada 365 (corrigido :P)dias no intervalo de 60 segundos entre as 23:59 e meia noite. O primeiro dia de cada ano é o momento internacional da renovação das promessas que não conseguimos cumprir no ano anterior e que, convenhamos, dificilmente o faremos no que se inicia...
Mais um ciclo inicia-se e a vida retoma o seu curso e voltamos ao mesmo ponto de partida.



Dia desses vi um filme muito bom chamado The Bucket List ( pessimamente traduzido aqui no Brasil para Antes de partir) com Jack Nicholson e Morgan Freeman (brilhante atuação de ambos) no qual os personagens estão em estágio terminal de câncer e decidem sair do hospital para colocar em prática uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer. O propósito aqui não é contar o filme, mas ressaltar a lista que eles fizeram e denominaram de Lista das botas. Pois bem, a cada começo de ano todos fazemos quer escrevendo, ou não, uma lista dessa natureza. Desafio você, estimado leitor desse blog, a elaborar a sua lista das botas e fazer o possível para colocá-la em prática, antes que você bata as botas! (não me contive, haha!).Como boa fleumática procrastinadora que sou, fico devendo a minha lista ...


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