5 de junho de 2012

Assassinei o "Soneto de Fidelidade". Perdão, Vinícius de Moraes...




SONETO DA REVISÃO TEXTUAL

De tudo ao texto dos outros serei atenta.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face ao maior erro
não terei desencanto, ainda que dê risada do meu sofrimento.

Quero lê-lo em cada vão momento
E em seu lapidar espalhar minha revisão
E rir seu riso e derramar seu pranto
Ao seu pontuar ou seu descabimento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe o autor, angústia de quem revisa
Quem sabe a reescrita, fim de quem revisa

Eu possa me dizer dos textos (que li):
Que não seja imortal, posto que é "cilada, Bino!"
Mas que seja infinito enquanto corrigido.

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