Era uma vez um a r t i s t a que era tão fascinado pela a r t e e suas diversas formas de expressão que um dia amanheceu metamorfoseado em c a n ç ã o. (Débora Oliveira)
O texto a seguir não é meu, mas resolvi postar pois achei muito interessante... Você já ouviu falar das Cinco linguagens do amor? Existem muitos livros hoje em dia que foram escritos por pessoas de Deus com o objetivo de ajudar as famílias. As Cinco Linguagens do Amor é um deles. O autor deste livro identificou que todas as pessoas possuem uma forma específica de amar e se sentirem amadas. Quando você descobre como seus pais, irmãos, tios, avós, se sentem mais amados e a forma como eles demonstram que te amam, fica bem mais fácil perceber as diferenças, de reconhecer o amor dos outros e de demonstrar todo o seu carinho da forma que as pessoas gostariam de receber. As Cinco Linguagens do Amor são: toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e presentes. Que tal conhecer um pouco sobre elas: TOQUE FÍSICO: O toque físico é uma das formas mais fáceis de perceber o amor. Você abraça quem é importante para você? Você gosta de andar de mãos dadas com aque...
“Segundo Roland Barthes , a função utópica da literatura consiste na busca infinita de representar o real através da linguagem. Essa utopia da linguagem presentifica-se no texto a partir de “expedientes verbais” que tentam encenar a realidade.” UM BEM-TE-VI O leve e macio raio de sol se põe no rio. Faz arrebol... Da árvore evola amarelo, do alto bem-te-vi-cartola e, de um salto pousa envergado no bebedouro a banhar seu louro pelo enramado... De arrepio, na cerca já se abriu e seca. BARROS, Manoel de. Um bem-te-vi, In: Compêndio para uso dos pássaros. 3ª [ Ed. Rio de Janeiro: Record, 1999. P.31. Ah, Manoel de Barros ... Poeta que se vale do ambiente natural de sua terra natal e retrata através das palavras, como um “take fotográfico”, imagens simples e precisas da natureza como o banho de um bem-te-vi... Primeiramente é feita uma descrição do cenário natural: O leve e macio/raio de sol/ se põe no rio./faz arrebol ; percebe-se a mistura de dois órgãos dos s...
Pássaros, todos os que no chão desconhecem morada. Esse homem sempre vai ficar de sombra: nenhuma memória será bastante para lhe salvar do escuro. Em verdade, seu astro não era o Sol. Nem seu país não era a vida. Talvez, por razão disso, ele habitasse com cautela de um estranho. O vendedor de pássaros não tinha sequer o abrigo de um nome. Chamavam-lhe o passarinheiro. Todas manhãs ele passava nos bairros dos brancos carregando suas enormes gaiolas. Ele mesmo fabricava aquelas jaulas, de tão leve material que nem pareciam servir de prisão. Parecia eram gaiolas aladas, voláteis. Dentro delas, os pássaros esvoavam suas cores repentinas. À volta do vendedeiro, era uma nuvem de pios, tantos que faziam mexer as janelas: - Mãe, olha o homem dos passarinheiros! E os meninos inundavam as ruas. As alegrias se intercambiavam: a gritaria das aves e o chilreio das crianças. O homem puxava de uma muska (Muska - nome que, em chissena, se dá à gaita-de-beiços.) e harmonicava sonâmbulas melodias....
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