7 de novembro de 2013

Uma crônica desvairada




Ela adentrou aquele local e logo foi invadida pela atmosfera musical que o mesmo oferecia.
Tom Jobim foi quem fez a honras da casa e a fez sentir-se muito à vontade. Meio sem graça, ela perguntou aonde ficava o toalete e ao receber as devidas instruções "entre à direita e em seguida dobre à esquerda", encontrou o lugar.
Um pequeno corredor a conduziu ao seu destino, mas de súbito, parou estupefata com o que via: fotos e mais fotos de grandes músicos de várias épocas diferentes, vivos e mortos também!
Sentiu um profundo arrepio que lhe percorreu todo o corpo e ficou paralisada por uns minutos ao sentir todos aqueles olhares que se lançavam sobre ela, o que lhe pareceu uma eternidade. Seu segundo instinto foi sair correndo dali, mesmo diante da tentativa vã dos Beatles, Chico Buarque, Caetano Veloso de segurá-la ali.
"Não, definitivamente!" Ela respondeu para eles.
E correu desvairadamente o mais rápido que pôde para fora daquele lugar de tantas vozes que gargalhavam com a sua reação.
Como que retornando de um sonho daqueles reais ela se vê diante do palco em que um violonista magicamente tocava a música Desvairada e ficou muito confusa, pois não sabia se havia sonhado ou desvairado de vez...





Obs:. qualquer semelhança com a realidade é mera (ir)realidade.

21 dias com Elizabeth Elliot: Nada é meu (19)

 "If we hold tightly to anything given to us unwilling to allow it to be used as the Giver means it to be used we stunt the growth of...

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