20 de outubro de 2010

35 filmes em 2 minutos....

Visitando o blog do Almir de Freitas no site da Revista Bravo! me deparei com um vídeo muito interessante do artista Pascal Monaco ,no qual condensa referências a 35 filmes em apenas 2 minutos. Vale a pena conferir. A dica é assistí-lo várias vezes que aos poucos conseguimos identificar melhor...Só tem um porém, não dá para saber se o que você identificou é de fato o filme que veio na sua mente mesmo. Divirta-se:


35mm from Pascal Monaco on Vimeo.

12 de outubro de 2010

Nonsense


"Um fim de mar colore os horizontes."

"Tenho candor por bobagens. Quando eu crescer eu vou ficar criança."

"Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão."
 
"Sou livre para o silêncio das formas e das cores."

"A tarefa mais lídima da poesia é a de equivocar o sentido das palavras."

''Queria que a minha voz tivesse um formato, de canto. Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática.''

"Eu fui aparelhado, para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso."

"Invento para me conhecer."
Manoel de Barros é sinônimo de infância da linguagem; não conheço maior despropósito do que os seus escritos e quando falo em despropósitos, me refiro a poemas como o que segue:



O Menino Que Carregava Água Na Peneira
 


Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.



Instruções de leitura:liberte a criança que existe em você, aquela que te permitia ver desenhos em nuvens e tocá-los com as pontas dos dedos, respirar o som da canção de ninar que te embalava o sono e criar coisas e coisas e coisas e coisas despropositadamente sem sentido pra todo mundo, menos pra você!Mas se nada disso a libertar,entre numa loja de brinquedos e veja o que acontece,é uma experiência deliciosa...

 

21 dias com Elizabeth Elliot: Nada é meu (19)

 "If we hold tightly to anything given to us unwilling to allow it to be used as the Giver means it to be used we stunt the growth of...

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