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Mostrando postagens com o rótulo Adélia Prado

Uma vó que faz poesia...

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Hoje é o dia das avós, aqueles serzinhos maravilhosos criados por Deus para cuidar com carinho dos netinhos, "estragá-los" e entupi-los com guloseimas. Lembro com muita saudade da minha avó Iaponira e dos seus mimos para comigo. Nunca esquecerei dos quitutes e dos momentos de acolhida em seu lar. Se eu fosse pensar numa vó para eleger para mim eu possivelmente escolheria a poetiza Adélia Prado . O meu 1º contato com a sua poesia aconteceu no final de 2009 quando naquele ano eu faria uma seleção de mestrado em Campina Grande e tive como (grata) tarefa realizar a leitura do livro Terra de Santa Cruz . O mais legal é que ela ainda está viva e produzindo bastante! Deixarei como encerramento deste pequeno post-tira-teia-de-aranha-do-blog-meio-abandonado-por-falta-de-tempo um poema dela cujo título é Ensinamento (vocês hão de convir que ensinar é a especialidade das avós): Ensinamento Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do...

Das pessoas e as caixas...

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"Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo. Quero pôr o bonito numa caixa com chave para abrir de vez em quando e olhar." (Adélia Prado)   Somos como aquelas caixas, objetos que usamos para guardar coisas; compartimentados, separados por categorias distintas.  Em algum lugar situam-se as boas lembranças; suspeito que fiquem na superfície, pra facilitar o acesso: pessoas que passaram por nós e suas marcas, mais fixas e permanentes do que pegadas na areia e tatuagens; cheiros que insistem em voltar, mesmo quando o frasco do perfume esvaziou; imagens que são projetadas a cada exaustivamente quando a memória aperta o play; sons que fazem a playlist da sua vida; sabores como o inconfundível bolo de laranja e o segredo tumular do tempero que ela colocava no bife acebolado. O que fazemos com as lembranças ruins? Depende de cada caixa. Algumas preferem se amontoar de rancores, dissabores, melancolias. Quando abrimos essas caixas, sentimentos u...