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John Ames, o pastor que eu queria ter

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Pastor com um rebanho de ovelhas, de Van Gogh A morte é inevitável e, ao mesmo tempo, inesperada em nossas vidas. O rev. John Ames sabia que a sua existência estava se abreviando e decidiu eternizar, para o seu filho, com a avidez de quem não sabe quanto tempo ainda lhe resta, a sua paternidade. A sua escrita de fôlego só faz viagens entre o passado, o presente e imagina o futuro de uma forma doce, mas com alguns sabores amargos quando ele lembra que não vai poder ver o seu garoto crescer. Às vezes, chego quase a esquecer o meu propósito ao escrever essas páginas, qual seja, contar-lhe coisas que teria lhe contado se você crescesse ao meu lado; coisas que, acredito, caibam a mim, enquanto pai, ensinar a você. (p.179) Dessa forma, como alguém que não tem o que perder por abrir o coração e mostrar as dores e os prazeres de sua vida como pastor de uma comunidade, Ames se desnuda em seu ato de escrever. Por que John Ames é o pastor que eu queria ter? Ames nos faz refletir sobre a forma que...

Minha "Biblioteca de Babel"

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Após um longo tempo de espera e ansiedade pela chegada da amazon aqui no Brasil, finalmente comprei o meu kindle!  Desde que o adquiri (e ficar como criança brincando com ele), fiquei pensando em um conto do Jorge Luís Borges que li há algum tempo no curso de Letras e cheguei a conclusão de que posso chamá-lo de * A Biblioteca de Babel . Aos que ainda não leram, fica a lição de casa! Há algum tempo eu era terminantemente contra os leitores de e-Readers  por uma razão simples: siu uma cheiradora de livros, gosto de pegá-los, apertá-los e senti-los em minhas mãos, tanto quanto a menina do conto ** Felicidade Clandestina de Clarice Lispector e ficava bem incomodada com a ideia de que os livros poderiam se extinguir do mundo algum dia. Com o passar do tempo eu comecei a ler um pouco sobre eles e vi que podem ser grandes aliados no incentivo à leitura. Vou explicar mostrando as vantagens de ter um e-Reader nas mãos: 1- Economia de espaço em casa; 2- Alguns t...

Gênese.

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  Você pode fazer mais com um castelo na narrativa do que com o melhor castelo de cartolina que jamais se viu sobre a mesinha de uma criança. [1]  Foi na narrativa que ela encontrou o sabor das primeiras coisas. As primeiras cores foram os caracteres em branco e preto que saltavam a cada momento que os olhos passavam pelas palavras. Os primeiros aromas foram sentidos vieram das florestas dos contos de fadas, com as suas floras e faunas encantadas. O primeiro toque foi para sentir o personagem na textura do papel e atestar que ele era de verdade mesmo (embora soubesse que ele é parte de uma coerência interna, uma verdade ficcional).O primeiro som foram vozes, aquelas vozes que juramos ouvir quando cada personagem dialoga, pensa, canta, sussurra, GRITA. Ela descobriu que poderia fazer o que quisesse numa narrativa e decidiu que se tivesse que fazer, faria o melhor que pudesse; guardaria as primeiras sensações de todas as primeiras coisas que passaram p...

Enquanto isso, na aula de metodologia...

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Enquanto assistia a aula de metodologia da pesquisa em literatura comparada e os professores comentavam a respeito da pesquisa profunfa e exaustiva que devemos fazer do nosso objeto de estudo, o texto literário, fui acometida por uma ideia fortuita (redundâncias à parte)que me fez pensar numa comparação inusitadíssima: a figura do pesquisador de literatura tem a ver com os investigadores forenses do CSI , por exemplo. Vou justificar:

Minhas memórias de leitura...

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--> Meu encontro com a leitura foi bem interessante. Quando estava na idade da alfabetização, minha mãe foi procurada pela professora que estava preocupada com o meu rendimento escolar, pois estava na metade do ano e eu ainda não conseguia ler.Sabiamente, ela recomendou a minha mãe que comprasse quadrinhos, pois os mesmos auxiliariam o processo de alfabetização. Não deu outra, no mês seguinte eu desenrolei e virei a visitante mais fiel da biblioteca da escola. Baseada nisso, fiquei pensando sobre os livros que já li ao longo da vida. Alguns foram lidos por puro prazer, outros por obrigação. Alguns livros exigem de nós um certo grau de maturidade, de conhecimento de mundo.O fato é que todos nós temos uma lista imensa de livros que pretendemos ler, mas são poucos os que colocam isso em prática. Alguns da lista que fiz abaixo tive a oportunidade de ler várias vezes em épocas diferentes da vida.Postarei aqui os 50 que consegui lembrar e tentei organizá-los por categoria: In...

Meus hábitos de leitora

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Li no blog cadeorevisor , adorei a ideia e resolvi imitar. Experimente você também! 1. Sempre leio no ônibus. 2. Passo horas lendo sentadinha no puff da Siciliano ou em qualquer outra livraria que entro. 3. Sempre levo livros comigo. 4. Quando não tenho livros por perto, leio qualquer coisa que estiver ao meu alcance ( bula de remédio, panfletos, outdoors). 5. Tenho mania de revisar, sou uma verdadeira caça-erros. 6. Quando leio um livro, sempre marco os trechos que saltam aos olhos com lápis grafite e escrevo coisas que passam pela minha cabeça nas margens. 7. Detesto ler no computador, os olhos doem. 8. Gosto do cheiro dos livros. 9. Quando fazia a 8ª série (atualmente 9° ano), escrevi um livro e morro de vergonha de mostrá-lo pra qualquer pessoa. 10. Tenho leituras inacabadas. 11. Sempre que posso, leio com um dicionário do lado. 12. Quando estou em casa, gosto de ler deitada na cama ou sentada de pernas pro ar. 13. Demorei a aprender a ler na escola. Minha mãe reco...