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14 de março.

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Hoje é o dia da poesia. Deixo para os meus queridos leitores um dos poemas da Cecília Meireles que eu mais gosto. Bom apetite!  (: Timidez  Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve... - mas só esse eu não farei. Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une as terras mais distantes... - palavra que não direi. Para que tu me adivinhes, entre os ventos taciturnos, apago meus pensamentos, ponho vestidos noturnos, - que amargamente inventei. E, enquanto não me descobres, os mundos vão navegando nos ares certos do tempo, até não se sabe quando... e um dia me acabarei.

Das estações.

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  As estações passam e a medida em que elas mudam de lugar, acompanho o seu ciclo infinito. Deixo-me inundar nas cinzas do inverno para florescer em vários tons de lilás vermelho-alaranjado. Ao mesmo tempo sou a folha que ressecou, caiu e passou a compor o (des)colorido tapete ao chão; o mesmo chão em que os miúdos brincam a pisar, se deliciando com as onomato(pé)ias ruidosas produzidas pelas pisadas de suas meninices. Até que percebo que sou nada, nada mais que uma gotícula de orvalho que brinca de esconder dos raios de sol. Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira. (Cecília Meireles) ***imagem

B612

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Canção mínima No mistério do sem-fim equilíbra-se um planeta. E, no planeta, um jardim. E, no jardim, um canteiro; no canteiro uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta. Cecília Meireles Li a Canção Mínima no blog da Rita e fiz uma associação com o asteróide B612 do Pequeno Príncipe ( achei fofinho demais). Todas as vezes que leio, o asteróide vem claramente na minha mente. Será que Cecília pensou nisso quando escreveu? Fico pensando essas coisas de vez em quando... Já que estamos na semana das crianças, nada melhor do que uma poesia leve e repleta de imagens!