27 de março de 2014

Anatomia de um coração






Taquicardia, borboletas no estômago, euforia.
A vida inteira que foi passando e ela nem viu.
Acelera, (des)acelera, acelera, (des)acelera.

Foi ao médico:
-Diga que não vai se deixar enganar de novo
- De novo não... de novo não... de novo não
-Suspire

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-A senhora tem a ausência de um pedaço da razão
[ilusão

-Então, doutor, não é possível preencher com um pedaço de emoção?
-Não. A única coisa a fazer é acalmar o coração. (*)


O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?
Jeremias 17:9







*O texto é uma paródia escancarada do poema Pneumotórax, de Manuel Bandeira e resultado de uma ideia que ficou passeando pela cabeça enquanto eu ouvia a canção Calma Aí, coração, do Zeca Baleiro, que ao mesmo tempo faz uma ponte interessante com o texto bíblico.


13 de março de 2014

Estrabismo lexical



Algo recorrente em minha vida de escritora esporádica quando tenho a ideia de escrever um texto: as palavras começam a surgir na cabeça como uma chuva que começa fininha e de repente se transforma em enxurrada. O que sucede são tropeços e mais tropeços, pois quando isso acontece eu nunca tenho um bloquinho sequer pra lançar as ideias. Consequentemente, o estrabismo lexical do título que você que me lê procurou ao longos dessas poucas linhas que escrevo, surge e se por sorte eu chegar em casa a tempo, montarei o texto como um quebra-cabeça, utilizando apenas um lápis e um papel.

21 dias com Elizabeth Elliot: Nada é meu (19)

 "If we hold tightly to anything given to us unwilling to allow it to be used as the Giver means it to be used we stunt the growth of...

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