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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

A Gênese da criatividade

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Criatividade (Silvestre Kuhlmann) Deus é o regente de todos os sons, O troar, ribombar, os tons e semitons, O murmúrio dos rios, farfalhar das folhas, O pio do uirapuru. Ele é o artífice de toda a forma, Juba do leão, penacho do pica-pau, Tromba do elefante, pescoço da girafa, Variado é o mundo animal. Ele coreografou movimentos, A cabriolagem, o golfinho rotator O urubu observando em círculos A paradinha do beija-flor. É pintor do azul celeste, Amarelo-canário e do branco algodão Alquimista do cravo e canela, Do alecrim e do manjericão. Temperou o mar com o sal, Fez o doce do mel, fez azedo o limão, Esculpiu chapadões, cordilheiras, E um dia, pra Ele, as bandeiras tremularão. Pelo dia da poesia, comemorado em 14/03.

Umas das mais belas metáforas de Eclesiastes...

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"1 Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: 'Não tenho satisfação neles' ; 2 antes que se escureçam o sol e a luz, a lua e as estrelas, e as nuvens voltem depois da chuva; 3 quando os guardas da casa tremerem e os homens fortes caminharem encurvados, e pararem os moedores por serem poucos, e aqueles que olham pelas janelas enxergarem embaçado; 4 quando as portas da rua forem fechadas e diminuir o som da moagem; quando o barulho das aves o fizer despertar, mas o som de todas as canções lhe parecer fraco; 5 quando você tiver medo de altura, e dos perigos das ruas; quando florir a amendoeira, o gafanhoto for um peso e o desejo já não se despertar. Então o homem se vai para o seu lar eterno, e os pranteadores já vagueiam pelas ruas." Eclesiastes 12:1-5 Imagem:  Jerry Uelsmann

Anatomia de um coração

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Imagem Taquicardia, borboletas no estômago, euforia. A vida inteira que foi passando e ela nem viu. Acelera, (des)acelera, acelera, (des)acelera. Foi ao médico: -Diga que não vai se deixar enganar de novo - De novo não... de novo não... de novo não -Suspire ********************************** -A senhora tem a ausência de um pedaço da razão [ilusão -Então, doutor, não é possível preencher com um pedaço de emoção? -Não. A única coisa a fazer é acalmar o coração. (*) O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? Jeremias 17:9 *O texto é uma paródia escancarada do poema Pneumotórax, de Manuel Bandeira e resultado de uma ideia que ficou passeando pela cabeça enquanto eu ouvia a canção Calma Aí, coração, do Zeca Baleiro , que ao mesmo tempo faz uma ponte interessante com o texto bíblico.

Começo e f i m.

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Entre um começo e um                                                                                             f i m Uma p(arte) fica outra(s) levam de  m i m. E assim, nesse e t e r n o  (re)começo  e fim transformo em palavras, enfim; esse ciclo em m i m. Fonte da imagem: http://confabulandoimagens.blogspot.com.br/2011/10/o-pintor-plantava.html

Uma vó que faz poesia...

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Hoje é o dia das avós, aqueles serzinhos maravilhosos criados por Deus para cuidar com carinho dos netinhos, "estragá-los" e entupi-los com guloseimas. Lembro com muita saudade da minha avó Iaponira e dos seus mimos para comigo. Nunca esquecerei dos quitutes e dos momentos de acolhida em seu lar. Se eu fosse pensar numa vó para eleger para mim eu possivelmente escolheria a poetiza Adélia Prado . O meu 1º contato com a sua poesia aconteceu no final de 2009 quando naquele ano eu faria uma seleção de mestrado em Campina Grande e tive como (grata) tarefa realizar a leitura do livro Terra de Santa Cruz . O mais legal é que ela ainda está viva e produzindo bastante! Deixarei como encerramento deste pequeno post-tira-teia-de-aranha-do-blog-meio-abandonado-por-falta-de-tempo um poema dela cujo título é Ensinamento (vocês hão de convir que ensinar é a especialidade das avós): Ensinamento Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do...

No dia da poesia...

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... um apelo dramático: Leia   p o e s i a !

Assassinei o "Soneto de Fidelidade". Perdão, Vinícius de Moraes...

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SONETO DA REVISÃO TEXTUAL De tudo ao texto dos outros serei atenta. Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto  Que mesmo em face ao maior erro não terei desencanto, ainda que dê risada do meu sofrimento. Quero lê-lo em cada vão momento E em seu lapidar espalhar minha revisão E rir seu riso e derramar seu pranto Ao seu pontuar ou seu descabimento. E assim quando mais tarde me procure Quem sabe o autor, angústia de quem revisa Quem sabe a reescrita, fim de quem revisa Eu possa me dizer dos textos (que li): Que não seja imortal, posto que é "cilada, Bino!" Mas que seja infinito enquanto corrigido.

Um poeta perdoado

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Evangelho em prosa poética,    simplicidade e precisão, melodias que tocam fundo o coração e provocam mudança de vida. A tarefa de definir as músicas do Stênio Marcius é muito difícil, pois ele é para mim um dos maiores poetas da música cristã da atualidade. Autor de mais de 300 composições (algumas gravadas por outros cantores, entre eles João Alexandre), cada música é uma obra de arte. Enquanto escrevo o post, muitas de suas canções ecoam na minha cabeça e não teria como falar detalhadamente de todas que conheço, mas farei pelo menos com as que mais me tocam no momento, pois vez que as ouço  ocorre uma nova epifania que acaba me fazendo repetir infinitamente aquela determinada música. Ele já tem quatro CDs lançados: “O Tapeceiro”, “Estima”, “Canções à Meia Noite” e “A Beleza do Rei”. A que mais aprecio chama-se Alguém Como Eu . Essa música me toca muito, pois nos faz refletir a respeito da humanidade de Cristo enquanto esteve aqui na terra. Já parou para pen...

14 de março.

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Hoje é o dia da poesia. Deixo para os meus queridos leitores um dos poemas da Cecília Meireles que eu mais gosto. Bom apetite!  (: Timidez  Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve... - mas só esse eu não farei. Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une as terras mais distantes... - palavra que não direi. Para que tu me adivinhes, entre os ventos taciturnos, apago meus pensamentos, ponho vestidos noturnos, - que amargamente inventei. E, enquanto não me descobres, os mundos vão navegando nos ares certos do tempo, até não se sabe quando... e um dia me acabarei.

Meu poema de sete faces*

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Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Débora! Ser alguém na vida. as portas abrem passagens para outras dimensões. A manhã talvez tivesse qualquer cor Ainda assim inspiraria recomeços. O ônibus passa cheio de cabeças: Cabeças brancas vermelhas marrons: Para que tanta cabeça, meu Deus, pergunta minha cabeça. Porém meu coração Silencia. O artista atrás da sua obra É frágil, simples e nobre. Quase não se dá nada por ele. Tem muitos, admiradores, mas raros amigos O artista atrás da sua obra. Meu Deus, nunca me abandonaste Sabes quem eu sou, Mas mesmo assim não me deixas. Mundo mundo vasto mundo Se eu me chamasse outro nome, Qualquer que seja, Nem a rima seria uma solução; fosse ela pobre ou rica. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é o que alcança a minha imaginação. Eu não queria te dizer Mas essa lua Mas essa melancolia Desconheço alguém mais sentimental que eu... *Tal qual o de Drummond , o "Meu poema de Sete...

O que passou a ser. Em transformação...

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Habito os dez mil e quinhentos universos sugeridos pela física quântica satisfeita de ser tantas em tantos                            (Diva Cunha) 1º Universo,o das bobices. Era uma vez ela, uma menina. Há tanto tempo esperada; a torre do castelo já tinha espaço para abrigar seus devaneios infantis, cercada de afeto, mimos, cuidados. Seus pequenos prazeres: canções lilases , longas conversas com objetos disfarçados de brinquedos e quitutes da avó. Ela, a menina, era capaz de montar quebra – cabeça com nuvens, mas tinha medo do escuro. Pra isso achou uma solução: descobriu que poderia morar num livro. Seu primeiro e grande amor foi um livro. Toda semana aguardava ansiosamente pelo encontro com o seu amado. Sentia todos os sintomas de paixonite. Frio na barriga. Ria do vento. Sentia saudade, mesmo est...

Notas de uma observadora ou 1ª tentativa de escrever ficção...

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--> Aquele era um dia, apenas mais um dia em que ela trabalharia no final de semana. Os anos corridos da faculdade lhe proporcionaram a realização de um desejo interessante e saboroso: a gastronomia. Trabalhava naquele agradável lugar havia pouco. Revezava entre o preparar os sabores e servi-los aos degustadores. Sempre interagindo com os clientes, ora falando, ora observando. Apenas observando. Foi então que duas cenas paradoxais se deixavam vistas diante dela. De um lado, um casal feliz. O garoto dedilhava a agradável melodia que ouvia do som produzido pela banda no braço da sua garota, como se ali residisse a partitura daquele momento. Talvez encontrasse nela cada nota, como aqueles escritos em Braille; pelo tato. A garota sorria com toda a expressão que lhe era possível ali, embalada por aquelas doces melodias, acompanhada daquele belo garoto a sorrir com os olhos. Nesse momento, pensei ter escutado ali uma gostosa canção Don't Know Why, que no piano era tocada ...

Rio, de Machado a Drummond

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As  imagens aparentemente aleatórias a seguir podem não siginificar alguma coisa para os meus poucos (e pacientes) leitores do blog, mas foi lá que Machado de Assis nasceu, na casa de número 18. O escritor recebeu o apelido de Bruxo do Cosme Velho.Passar por lá é um verdadeiro convite a nostalgia literária, algo que poucas pessoas se dão ao luxo de desfrutar. A rua Cosme Velho encontra-se no Rio de Janeiro, no bairro Cosme Velho e dá acesso ao bonde que leva ao Cristo Redentor. Antes de desfrutar da paisagem de tirar o fôlego lá em cima, fiquei imaginando que casa poderia ter sido descrita por ele nos livros. Visualizei as roupas pomposas do Império e os momentos marcantes da República. Casas de arquitetura antiga, com árvores altas na entrada Acesso ao Corcovado Bonde que conduz ao Corcovado Dizem que a casa de Machado de Assis ficava nesse prédio a direita na foto... Enquanto isso, em Copacabana, próximo à esquina das aveni...

Nonsense

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N o N s E n S e "Um fim de mar colore os horizontes." "Tenho candor por bobagens. Quando eu crescer eu vou ficar criança." "Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão."   "Sou livre para o silêncio das formas e das cores." "A tarefa mais lídima da poesia é a de equivocar o sentido das palavras." ''Queria que a minha voz tivesse um formato, de canto. Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática.'' "Eu fui aparelhado, para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso." "Invento para me conhecer." (Manoel de Barros) Manoel de Barros é sinônimo de infância da linguagem; não conheço maior despropósito do que os seus escritos e quando falo em despropósitos, me refiro a poemas como o que segue: O Menino Que Carregava Água Na Peneira   Tenho um livro sobre águas e m...