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Mostrando postagens com o rótulo Memória

Memórias (doces) da minha adolescência: Cris e Ted

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        - Sabe, Kilikina? Há muito tempo que eu estava orando para que nós dois estivéssemos juntos assim. Descansando a cabeça no seu ombro, Cris respondeu: - Eu também tenho pedido isso a Deus, Ted. Lembra quando você, um dia desses, disse que era tempo de nos alegrarmos? - Lembro, replicou ele em voz baixa e doce. - Acho que sei uma expressão melhor. - É? Qual? - Amar. Para nós, agora é tempo de amar. Aconchegada a ele, Cris sentia vibrar dentro de si o eco harmonioso de suas palavras. - Gostei dessa. Tempo de amar. Juntos contemplaram o pôr-do-sol, cada qual ouvindo a respiração firme do outro e sentindo o calor um do outro. Em "Tempo de amar"   O trecho acima foi retirado  daqui .

Sobre olhar para dentro

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Há saudades que devem ser mantidas (apenas) na mente e no coração, ainda mais quando se sabe que caminhar em direção a elas será doloroso. imagem

Gênese.

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  Você pode fazer mais com um castelo na narrativa do que com o melhor castelo de cartolina que jamais se viu sobre a mesinha de uma criança. [1]  Foi na narrativa que ela encontrou o sabor das primeiras coisas. As primeiras cores foram os caracteres em branco e preto que saltavam a cada momento que os olhos passavam pelas palavras. Os primeiros aromas foram sentidos vieram das florestas dos contos de fadas, com as suas floras e faunas encantadas. O primeiro toque foi para sentir o personagem na textura do papel e atestar que ele era de verdade mesmo (embora soubesse que ele é parte de uma coerência interna, uma verdade ficcional).O primeiro som foram vozes, aquelas vozes que juramos ouvir quando cada personagem dialoga, pensa, canta, sussurra, GRITA. Ela descobriu que poderia fazer o que quisesse numa narrativa e decidiu que se tivesse que fazer, faria o melhor que pudesse; guardaria as primeiras sensações de todas as primeiras coisas que passaram p...

O que passou a ser. Em transformação...

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Habito os dez mil e quinhentos universos sugeridos pela física quântica satisfeita de ser tantas em tantos                            (Diva Cunha) 1º Universo,o das bobices. Era uma vez ela, uma menina. Há tanto tempo esperada; a torre do castelo já tinha espaço para abrigar seus devaneios infantis, cercada de afeto, mimos, cuidados. Seus pequenos prazeres: canções lilases , longas conversas com objetos disfarçados de brinquedos e quitutes da avó. Ela, a menina, era capaz de montar quebra – cabeça com nuvens, mas tinha medo do escuro. Pra isso achou uma solução: descobriu que poderia morar num livro. Seu primeiro e grande amor foi um livro. Toda semana aguardava ansiosamente pelo encontro com o seu amado. Sentia todos os sintomas de paixonite. Frio na barriga. Ria do vento. Sentia saudade, mesmo est...

Eu sou assim (?)

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Definir-se é uma incompletude. No final das contas, fico entre o que sou e o que digo ser... Com o passar do tempo assumo outras matizes,mas no fundo, a essência se mantém. Parece contraditório, mas quem sabe se o fato de ser hoje de uma forma e amanhã de outra, não vou construindo pedaços da minha própria essência? Sou toda sensibilidade, porém capaz de sentir bem mais do que mostrar os meus sentimentos. Prefiro a verdade, mesmo que dolorida a uma mentira bem contada, pois o resultado da segunda é mais devastador que o da primeira. Sou capaz de entrar em lugares sem ser percebida. Prefiro ficar nos bastidores e se for reconhecida, que seja pelo que fiz quando ninguém estava olhando. Gosto de ouvir as pessoas. Cresço e sobrevivo da experiência alheia, garimpando as que me são úteis. Ao mesmo tempo, não deixo passar a oportunidade de crescimento pela minha vivência. Sou tão romântica, piegas e ridícula quanto uma carta de amor, como diria o grande Fernando Pessoa. ....

Crise do quarto de vida?

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De vez em quando me pego pensando porque algumas coisas já não mais têm graça, enquanto outras me dão tanto prazer. Meu circulo de amizades é cada vez menor, embora a cada dia conheça novas pessoas, em diversos lugares que freqüento. Há alguns anos eu diria que todos que conheço são “amigos”. O tempo não passou só pra mim, pois está cada vez mais complicado reunir os amigos que partilharam do meu passado. Cada um foi pra um lado, trabalho, estudos, casamento e namoro estão entre os motivos mais freqüentes de tantos desencontros. Vamos marcar? Vamos mesmo! Os dias, as semanas, os meses, os anos passam e ninguém marca coisa nenhuma. Os encontros passam a ser casuais. E olhe lá! As aglomerações já não têm mais graça. Encarar o show da sua banda preferida, no meio do povão é quase insano. Percebo que os grupinhos da escola eram passageiros e que os amigos de verdade de alguma forma me acompanharam em momentos posteriores e outros podem até não ter feito isso, mas descobri que são e...

Minhas memórias de leitura...

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--> Meu encontro com a leitura foi bem interessante. Quando estava na idade da alfabetização, minha mãe foi procurada pela professora que estava preocupada com o meu rendimento escolar, pois estava na metade do ano e eu ainda não conseguia ler.Sabiamente, ela recomendou a minha mãe que comprasse quadrinhos, pois os mesmos auxiliariam o processo de alfabetização. Não deu outra, no mês seguinte eu desenrolei e virei a visitante mais fiel da biblioteca da escola. Baseada nisso, fiquei pensando sobre os livros que já li ao longo da vida. Alguns foram lidos por puro prazer, outros por obrigação. Alguns livros exigem de nós um certo grau de maturidade, de conhecimento de mundo.O fato é que todos nós temos uma lista imensa de livros que pretendemos ler, mas são poucos os que colocam isso em prática. Alguns da lista que fiz abaixo tive a oportunidade de ler várias vezes em épocas diferentes da vida.Postarei aqui os 50 que consegui lembrar e tentei organizá-los por categoria: In...

Memória Sensível

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As memórias que incluem lembrança de odores têm tendência para ser mais intensas e emocionalmente mais fortes. Um odor que tenha sido encontrado só uma vez na vida pode ficar associado a uma única experiência e então a sua memória pode ser evocada automaticamente quando voltamos a reencontrar esse odor. Fonte: Wikipédia Há um pouco mais de um ano, tive a oportunidade de ser ouvinte em uma cadeira de literatura da pós-graduação na UFRN, pois era bolsista do prof da mesma. Na ocasião, estudamos a obra Em busca do tempo perdido , de Marcel Proust . Na obra, o personagem Marcel faz um retorno a memória e relemba fatos importantes da sua vida através de cheiros, sabores. Quem tiver a oportunidade de ler, vai poder usufruir dessa que é uma das mais importantes obras de todos os tempos. Baseada nisso, fiz uma busca pela minha memória sensível e olha no que deu: Garoto propaganda da Bombril: Quando eu era criança, meus pais me fizeram acreditar que o Carlos Moreno , o famoso garo...

s.a.u.d.a.d.e

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saudade¹ :s.f.desiderium,i i;dolor,oris. saudade² :s.f.1.Lembrança triste e suave de um bem passado, de pessoa ou coisa extinta ou distante,acompanhada do desejo de as tornar a possuir ou ver presentes; pesar por alguém que nos é querido; nostalgia. S entimento A flito U ltra-nostálgico D ocemente dolorido A nte uma... D istância E spaço-temporal *Imagem:Young Girl on a Jetty by Edvard Munch