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John Ames, o pastor que eu queria ter

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Pastor com um rebanho de ovelhas, de Van Gogh A morte é inevitável e, ao mesmo tempo, inesperada em nossas vidas. O rev. John Ames sabia que a sua existência estava se abreviando e decidiu eternizar, para o seu filho, com a avidez de quem não sabe quanto tempo ainda lhe resta, a sua paternidade. A sua escrita de fôlego só faz viagens entre o passado, o presente e imagina o futuro de uma forma doce, mas com alguns sabores amargos quando ele lembra que não vai poder ver o seu garoto crescer. Às vezes, chego quase a esquecer o meu propósito ao escrever essas páginas, qual seja, contar-lhe coisas que teria lhe contado se você crescesse ao meu lado; coisas que, acredito, caibam a mim, enquanto pai, ensinar a você. (p.179) Dessa forma, como alguém que não tem o que perder por abrir o coração e mostrar as dores e os prazeres de sua vida como pastor de uma comunidade, Ames se desnuda em seu ato de escrever. Por que John Ames é o pastor que eu queria ter? Ames nos faz refletir sobre a forma que...

Sobre tirar espinhos...

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Olá, meus queridos leitores! (se é que alguém ainda me dá o prazer disso por aqui...) Vim tirar a poeira daqui com um trecho lindo das Crônicas de Narnia que caiu como uma bomba diante dos meus olhos hoje e muito me comoveu. Como eu pude deixar passar algo tão lindo assim durante as minhas leituras?  As alegorias do C.S.Lewis me são imensamente prazerosas. Degustem: Créditos da imagem: Jonas Madureira "Não vou contar como virei dragão, mas vou lhe dizer como deixei de ser dragão." (...) "Pensava: “Deus do céu! Quantas peles terei de despir?” Como estava louco para molhar a pata, esfreguei-me pela terceira vez e tirei uma terceira pele. Mas ao olhar-me na água vi que estava na mesma. Então o leão disse (mas não sei se falou): “Eu tiro a sua pele”. Tinha muito medo daquelas garras, mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me livre daquilo. Por isso me deitei de costas e deixei que ele tirasse a minha pele. A primeira unhada que me deu foi tão funda que julgue...