Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Carlos Drummond de Andrade

Meu poema de sete faces*

Imagem
Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Débora! Ser alguém na vida. as portas abrem passagens para outras dimensões. A manhã talvez tivesse qualquer cor Ainda assim inspiraria recomeços. O ônibus passa cheio de cabeças: Cabeças brancas vermelhas marrons: Para que tanta cabeça, meu Deus, pergunta minha cabeça. Porém meu coração Silencia. O artista atrás da sua obra É frágil, simples e nobre. Quase não se dá nada por ele. Tem muitos, admiradores, mas raros amigos O artista atrás da sua obra. Meu Deus, nunca me abandonaste Sabes quem eu sou, Mas mesmo assim não me deixas. Mundo mundo vasto mundo Se eu me chamasse outro nome, Qualquer que seja, Nem a rima seria uma solução; fosse ela pobre ou rica. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é o que alcança a minha imaginação. Eu não queria te dizer Mas essa lua Mas essa melancolia Desconheço alguém mais sentimental que eu... *Tal qual o de Drummond , o "Meu poema de Sete...

Rio, de Machado a Drummond

Imagem
As  imagens aparentemente aleatórias a seguir podem não siginificar alguma coisa para os meus poucos (e pacientes) leitores do blog, mas foi lá que Machado de Assis nasceu, na casa de número 18. O escritor recebeu o apelido de Bruxo do Cosme Velho.Passar por lá é um verdadeiro convite a nostalgia literária, algo que poucas pessoas se dão ao luxo de desfrutar. A rua Cosme Velho encontra-se no Rio de Janeiro, no bairro Cosme Velho e dá acesso ao bonde que leva ao Cristo Redentor. Antes de desfrutar da paisagem de tirar o fôlego lá em cima, fiquei imaginando que casa poderia ter sido descrita por ele nos livros. Visualizei as roupas pomposas do Império e os momentos marcantes da República. Casas de arquitetura antiga, com árvores altas na entrada Acesso ao Corcovado Bonde que conduz ao Corcovado Dizem que a casa de Machado de Assis ficava nesse prédio a direita na foto... Enquanto isso, em Copacabana, próximo à esquina das aveni...

Palavra

Imagem
" Eu não sou Adão nomeando o mundo pela primeira vez" [ Bakhtin ]

"Museu dinâmico de arquivo vivo"

Imagem
Durante as férias, entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, viajei para São Paulo. Sai daqui de Natal com o propósito de visitar o Museu da Língua Portuguesa, custasse o que custasse!!! Meus amigos atenderam ao meu desejo prontamente, hehe! Fiquei fascinada com o que vi por lá e resolvi partilhar com meus diletos visitantes... Sobre o museu: Data-se a sua inauguração no dia 20 de março de 2006 (ou seja, ele ainda era um bebê quando fui até lá) e sua primeira visitação se deu no dia seguinte. Certa vez, na TV, ouvi a entrevista de uma das organizadoras do museu fazer a seguinte descrição dele: “O Museu da Língua Portuguesa é o que se pode definir como um museu dinâmico de arquivo vivo” (achei tão genial essa descrição, que até resolvi utilizá-la como título da postagem aqui no blog). De fato, o MPL é diferente de qualquer museu que você já visitou, pois utiliza tecnologia de ponta para interagir com o público. O mais legal é que o lugar destina-se a preservação e valorizaç...