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Assassinei o "Soneto de Fidelidade". Perdão, Vinícius de Moraes...

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SONETO DA REVISÃO TEXTUAL De tudo ao texto dos outros serei atenta. Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto  Que mesmo em face ao maior erro não terei desencanto, ainda que dê risada do meu sofrimento. Quero lê-lo em cada vão momento E em seu lapidar espalhar minha revisão E rir seu riso e derramar seu pranto Ao seu pontuar ou seu descabimento. E assim quando mais tarde me procure Quem sabe o autor, angústia de quem revisa Quem sabe a reescrita, fim de quem revisa Eu possa me dizer dos textos (que li): Que não seja imortal, posto que é "cilada, Bino!" Mas que seja infinito enquanto corrigido.

Meu poema de sete faces*

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Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Débora! Ser alguém na vida. as portas abrem passagens para outras dimensões. A manhã talvez tivesse qualquer cor Ainda assim inspiraria recomeços. O ônibus passa cheio de cabeças: Cabeças brancas vermelhas marrons: Para que tanta cabeça, meu Deus, pergunta minha cabeça. Porém meu coração Silencia. O artista atrás da sua obra É frágil, simples e nobre. Quase não se dá nada por ele. Tem muitos, admiradores, mas raros amigos O artista atrás da sua obra. Meu Deus, nunca me abandonaste Sabes quem eu sou, Mas mesmo assim não me deixas. Mundo mundo vasto mundo Se eu me chamasse outro nome, Qualquer que seja, Nem a rima seria uma solução; fosse ela pobre ou rica. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é o que alcança a minha imaginação. Eu não queria te dizer Mas essa lua Mas essa melancolia Desconheço alguém mais sentimental que eu... *Tal qual o de Drummond , o "Meu poema de Sete...