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Sobre tirar espinhos...

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Olá, meus queridos leitores! (se é que alguém ainda me dá o prazer disso por aqui...) Vim tirar a poeira daqui com um trecho lindo das Crônicas de Narnia que caiu como uma bomba diante dos meus olhos hoje e muito me comoveu. Como eu pude deixar passar algo tão lindo assim durante as minhas leituras?  As alegorias do C.S.Lewis me são imensamente prazerosas. Degustem: Créditos da imagem: Jonas Madureira "Não vou contar como virei dragão, mas vou lhe dizer como deixei de ser dragão." (...) "Pensava: “Deus do céu! Quantas peles terei de despir?” Como estava louco para molhar a pata, esfreguei-me pela terceira vez e tirei uma terceira pele. Mas ao olhar-me na água vi que estava na mesma. Então o leão disse (mas não sei se falou): “Eu tiro a sua pele”. Tinha muito medo daquelas garras, mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me livre daquilo. Por isso me deitei de costas e deixei que ele tirasse a minha pele. A primeira unhada que me deu foi tão funda que julgue...

Gênese.

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  Você pode fazer mais com um castelo na narrativa do que com o melhor castelo de cartolina que jamais se viu sobre a mesinha de uma criança. [1]  Foi na narrativa que ela encontrou o sabor das primeiras coisas. As primeiras cores foram os caracteres em branco e preto que saltavam a cada momento que os olhos passavam pelas palavras. Os primeiros aromas foram sentidos vieram das florestas dos contos de fadas, com as suas floras e faunas encantadas. O primeiro toque foi para sentir o personagem na textura do papel e atestar que ele era de verdade mesmo (embora soubesse que ele é parte de uma coerência interna, uma verdade ficcional).O primeiro som foram vozes, aquelas vozes que juramos ouvir quando cada personagem dialoga, pensa, canta, sussurra, GRITA. Ela descobriu que poderia fazer o que quisesse numa narrativa e decidiu que se tivesse que fazer, faria o melhor que pudesse; guardaria as primeiras sensações de todas as primeiras coisas que passaram p...

Eu sou assim (?)

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Definir-se é uma incompletude. No final das contas, fico entre o que sou e o que digo ser... Com o passar do tempo assumo outras matizes,mas no fundo, a essência se mantém. Parece contraditório, mas quem sabe se o fato de ser hoje de uma forma e amanhã de outra, não vou construindo pedaços da minha própria essência? Sou toda sensibilidade, porém capaz de sentir bem mais do que mostrar os meus sentimentos. Prefiro a verdade, mesmo que dolorida a uma mentira bem contada, pois o resultado da segunda é mais devastador que o da primeira. Sou capaz de entrar em lugares sem ser percebida. Prefiro ficar nos bastidores e se for reconhecida, que seja pelo que fiz quando ninguém estava olhando. Gosto de ouvir as pessoas. Cresço e sobrevivo da experiência alheia, garimpando as que me são úteis. Ao mesmo tempo, não deixo passar a oportunidade de crescimento pela minha vivência. Sou tão romântica, piegas e ridícula quanto uma carta de amor, como diria o grande Fernando Pessoa. ....