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Cartas ridículas,escritores idem

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Quem nunca escreveu uma carta de amor (ridícula) atire a primeira pedra! Se as cartas são ridículas, pode-se concluir que os seus autores também o são. Não importa a idade, o sexo, a classe social, todos somos ridículos quando escrevemos cartas de amor. O amor torna toda e qualquer carta ridícula. Quando se está amando, nos tornamos uma mistura contraditória de razão e emoção. Cada palavra escrita forma sentenças que ganham tom de lirismo. É como se em cada palavra o escritor quisesse se materializar para o ser amado. Há quem diga que as cartas de amor estão fora de moda. O advento da tecnologia dos emails e sms calou a voz dos amantes descabelados? Creio que não! No que diz respeito ã agilidade, os correios eletrônicos são mais vantajosos e são tão receptivos ã linguagem dos apaixonados quanto às cartas manuscritas. É possível ser romântico atualmente, isso nunca sairá de moda. Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Álvaro de Campos, escreveu o seguinte:...

s.a.u.d.a.d.e

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saudade¹ :s.f.desiderium,i i;dolor,oris. saudade² :s.f.1.Lembrança triste e suave de um bem passado, de pessoa ou coisa extinta ou distante,acompanhada do desejo de as tornar a possuir ou ver presentes; pesar por alguém que nos é querido; nostalgia. S entimento A flito U ltra-nostálgico D ocemente dolorido A nte uma... D istância E spaço-temporal *Imagem:Young Girl on a Jetty by Edvard Munch

(des) palavra

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(des)controladamente (des)enrolo (des)ordenadamente meus pensamentos (in)úteis (des)confio das minhas (in)certezas e (des)apareço “Em que espelho ficou escondida a minha face?” (des)construção... (des)obstinação? (des)ato-me (des)prendo-me Liberto-me... Tudo é possível no reino da (des)palavra [Débora Rosane]

"As Palavras têm sabor"

...as palavras não são mais concebidas ilusoriamente como simples instrumentos, são lançadas como projeções, explosões, vibrações, maquinarias, sabores: a escritura faz do saber uma festa. (...) a escritura se encontra em toda parte onde as palavras têm sabor (saber e sabor têm, em latim, a mesma etimologia). (...) É esse gosto das palavras que faz o saber profundo, fecundo. [Roland Barthes]