8 de setembro de 2010

Enquanto isso, na aula de metodologia...




Enquanto assistia a aula de metodologia da pesquisa em literatura comparada e os professores comentavam a respeito da pesquisa profunfa e exaustiva que devemos fazer do nosso objeto de estudo, o texto literário, fui acometida por uma ideia fortuita (redundâncias à parte)que me fez pensar numa comparação inusitadíssima:
a figura do pesquisador de literatura tem a ver com os investigadores forenses do CSI, por exemplo. Vou justificar:

quando mergulhamos na pesquisa literária de um romance, por exemplo, precisamos analisar (quebrar, dividir, compartimentar) o texto em várias nuances (ler o texto para estudar o narrador, ler outra lançando o olhar sobre as personagens, outra para entender a temática, etc) para poder interpretar, ou seja, reunir o conhecimento que foi adquirido dos elementos analisados minunciosamente. Dessa forma vems a obra em sua totalidade.Agora, você me pergunta, cadê a comparação com as investifações do CSI? Eu respondo, lá eles analisam um fato acabado, empírico, geralmente um assassinato. Ao chegar no local do crime, eles precisam, além de descobrir quem cometeu o crime, prever o contexto e reconstituir a cena. O trabalho é cauteloso, minuncioso,repetitivo.Eles não podem se envolver emocionalmente com as vítimas (o que é quase impossível). Na literatura, estudamos algo subjetivo, impalpável; podemos nos envolver emocionalmente com o texto, ler com os sentidos, a palavra passa a morar em nós.Essas comparações não tiram o brilho do trabalho pericial, logicamente.
É isso que dá assistir muito seriado e ler literatura, a imaginação corre solta no momento menos apropriado...

6 comentários:

Mme. S. disse...

Adoro CSI (assisto no AXN e meu personagem predileto aquele negão dos olhos verdes, sumiu! me disseram que ele morreu! snif!) e adorei sua comparação com seu trabalho em literatura. Penso que em ambos os casos, a atenção pelo que está fazendo é muito aliada à máxima necessidade de compreender e, assim de (re)interpretar, analisar e achar uma outra coisa. Achar respostas para perguntas que nem o autor imaginava (ou assassino - hehehehe) que existisse. Deve ser muito legal. beijos, S.

Nathi disse...

Ai, que mente de criança.
E isso não é bom?!

Beijos saudosos!

Flávio Américo disse...

Moça, não sei ler sem fazer isso, ou seja, comparar com outras partes da minha vida. Concordo com Nathi: "isso não é bom?"

Rita disse...

Vivemos analisando, comparando e interpretando os fatos da vida. É assim mesmo que aprendemos a viver. É tudo empírico e às vezes nem nos damos conta disso. Interessante, não é?

Beijo, Débora!

Caceres disse...

Massa.

Caceres disse...

Mas Deus me livre ler um livro desse jeito, hahaha. Eu leio como escuto música e assisto a filmes. É como se eu fosse pensar a música academicamente. Prefiro o outro lado.

21 dias com Elizabeth Elliot: Nada é meu (19)

 "If we hold tightly to anything given to us unwilling to allow it to be used as the Giver means it to be used we stunt the growth of...

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