10 de maio de 2011

Gênese.

 



Você pode fazer mais com um castelo na narrativa do que com o melhor castelo de cartolina que jamais se viu sobre a mesinha de uma criança.[1]


 Foi na narrativa que ela encontrou o sabor das primeiras coisas. As primeiras cores foram os caracteres em branco e preto que saltavam a cada momento que os olhos passavam pelas palavras. Os primeiros aromas foram sentidos vieram das florestas dos contos de fadas, com as suas floras e faunas encantadas. O primeiro toque foi para sentir o personagem na textura do papel e atestar que ele era de verdade mesmo (embora soubesse que ele é parte de uma coerência interna, uma verdade ficcional).O primeiro som foram vozes, aquelas vozes que juramos ouvir quando cada personagem dialoga, pensa, canta, sussurra, GRITA.
Ela descobriu que poderia fazer o que quisesse numa narrativa e decidiu que se tivesse que fazer, faria o melhor que pudesse; guardaria as primeiras sensações de todas as primeiras coisas que passaram por ela numa narrativa amarradinha, levemente tecida com os melhores sabores, aromas, cores, toques e sons que ela capturou com o  c o r a ç ã o.





Fonte da imagem
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[1] LEWIS, C. S.Surpreendido pela alegria.Traduzido por Eduardo Pereira e Ferreira - São Paulo: Mundo Cristão, 1998.

Um comentário:

Rita Ribeiro disse...

Que post mais saboroso, Débora.


Ah! E seu blog ficou muito bonito de layout novo. Parabéns!
Bjs*

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